A princípio podemos dizer que o
espírito não possui sexo. A diferenciação sexual somente se manifesta enquanto o
espírito orbita em planetas atrasados como o nosso , isso se faz necessário
para que a atração e o desejo sexual promovam a continuidade e perpetuação da
espécie humana. A falta de um estímulo que culminasse na relação sexual entre os
seres, provovaria em um período muito curto, a extinção da espécie humana. Este
sentimento instintivo de atração esta em conformidade com as Leis de Reprodução
e Conservação tão bem descrita em capitulo dedicado as Leis Morais em Livro dos
Espíritos.
A forma como se utiliza esta energia sexual,
inerente a todos os seres; é que produz os desequilíbrios que tantos problemas
causam para humanidade.
O sexo é uma ferramenta sublime
que visa à continuidade do processo reencarnatório, isto é, permite a produção
continua de corpos necessários a reencarnação de espíritos, e a todas as
conseqüências que este processo provoca.
O abuso é que é o problema.
Emmanuel ensina que alguns
fatores devem ser esclarecidos, e que bem entendidos diminuiriam as perturbações
que tanto nos afetam em relação ao tema. Afirma que com relação à sexualidade
mais do que a proibição é necessária a educação, ao contrario de impor a abstinência
deveríamos estimular o emprego digno associado ao respeito aos outros e a si
mesmo , e que em vez de seguirmos os impulsos impensados de nossos raciocínios
ainda animalizados deveríamos ter mais responsabilidades em nossos atos.
A sexualidade como obra divina
deve ser entendida como um ato também divino, devendo por isso dispensar o
mesmo respeito e consideração que ela representa.
Andre
Luiz em seu livro No Mundo Maior
psicografado por Chico Xavier afirma que o espiritismo reconhece na sexualidade
seu caráter divino e espiritual. Compreende a importância de sua sagrada função
de perpetuação da espécie, bem como a necessária complementação emocional que
proporciona aos seres, constituindo-se, assim essencial atributo do espírito
imortal.
Kardec
nos informa que o casamento seria um dos mais importantes atos de progresso na
sociedade humana, e que sua abolição
seria como um retorno a vida animal.
A
união entre duas pessoas afins , através do matrimonio , representa a diferenciação
entre o animal irracional que procura somente a satisfação de suas necessidades
básicas através da interação sexual e o ser racional evoluído com senso de
responsabilidade que sabe da importância da fidelidade no relacionamento e que
este intercambio representa muito mais do que a simples união de corpos.
A
sexualidade existe para a união dos seres e a perpetuação da espécie, os desvios
a que dela surgiram foram provocados pela inferioridade moral dos seres humanos
na busca incessante da satisfação dos desejos mais baixos e animalizados, e é
por este motivo que ainda nos distanciamos dos níveis mais evoluídos da
criação. Por isso ainda passamos por processos de resgates tão penosos na área
da sexualidade.
A
sexualidade deve ser encarada como uma troca de fluidos energéticos positivos
de caráter divino aquilatado pela sua função sagrada. Ela deveria representar a
união de dois espíritos que se amam colaborando com o cumprimento dos desígnios
divinos previamente programados e aceitos pelos participantes.
