A maior caridade que podemos fazer a Doutrina espírita é a sua divulgação

terça-feira, 22 de abril de 2014

Vou ao Centro Espírita tomar um passe.

  Muitas pessoas tem por hábito , nos momentos de dificuldades  , lembrarem de ir ao centro espírita para tomar um passe.
Exatamente a exemplo daquele que quando acometido por alguma infecção resolve tomar um único comprimido de antibiótico achando que com isso irá resolver seu problema.
Temos que ter o entendimento das coisas antes de utiliza-las , pois muitas vezes perdemos oportunidades valiosas , ao alcance de nossas mãos , por desconhecer o seu verdadeiro significado e o seu modo correto de utilização.
Quando nos propusemos a tratar alguma enfermidade temos que ter a consciência que esta foi provocada por vários fatores interdependentes e para o seu tratamento deveremos combater a todos eles.
Com relação ao passe funciona da mesma forma.
A aflição que nos induziu ao passe pode ter sido causada por vários fatores aos quais somente o passe isoladamente não produzirá o efeito desejado.
Temos que nos envolver e detectar os vários fatores que causaram a enfermidade , quer ela seja física , espiritual ou psicológica , e em procurando o tratamento em uma casa espírita entender que este pode requerer várias etapas para a sua solução.
O passe isolado é muito salutar e necessário , mas o que  importa realmente é o desejo do indivíduo necessitado de querer (e permitir) sua melhora , incluindo neste desejo um comprometimento de sua parte , de um esforço para promover uma transformação como um todo , em seus pensamentos , em sua conduta , no relacionamento com as pessoas de seu convívio.
A transformação de nossa vida deverá sempre partir de dentro de nós mesmos , e deve ser a combinação de dois fatores: A vontade da melhora e a permissão divina. Satisfeita esta combinação o passe servirá como o ponto de ligação entre as duas.

domingo, 9 de março de 2014

Após a Morte


… os espíritos constituem todo um mundo, toda uma população que enche o espaço, circula ao nosso lado, mistura-se em tudo o que fazemos. Se se viesse a levantar o véu que no-los oculta, vê-los-iamos ao redor de nós, indo ou vindo, seguindo-nos ou nos evitando segundo o grau de simpatia, uns indiferentes, verdadeiros vagabundos do mundo oculto, outros muito ocupados, quer consigo mesmos, quer com os homens, aos quais se ligam com um propósito mais ou menos louvável, segundo as qualidades que os distinguir...
Revista Espírita – Set/ 1859

Com este comentário Kardec nos fornece informações valiosíssimas para nosso conhecimento do mundo espiritual, de onde todos nós viemos e para onde todos nós, mais cedo ou mais tarde, retornaremos.
A situação dos espíritos após deixarem seu corpo físico assemelha-se muito à situação daqueles ainda encarnados na terra. Como já foi dito a natureza não dá saltos, por assim compreende-se que os espíritos desencarnados são parte integrante desta mesma natureza. Seria imprudência e desconhecimento acreditarmos que após o desenlace dos liames da carne o espírito evoluiria aquilo que durante todo o tempo que passou na terra não havia conseguido, é uma questão de bom censo.
Por isso Kardec conclui que encontraremos estes mesmos espíritos, no plano espiritual com os mesmos hábitos, vícios e virtudes, em nada diferenciando do que eram quando encarnados.
Encontram-se envolvidos nos mesmos dilemas, hesitações, impasses e toda a sorte de duvidas que tinham.
O que os diferenciam uns dos outros são os conhecimentos adquiridos no transcorrer das experiências reencarnatórias, quer a nível intelectual, quer a nível moral. Este conhecimento poderá diminuir a confusão a que são submetidos durante o período de perturbação porque passam logo após o desencarne
Há indivíduos no mundo espiritual que nem sequer entenderam o seu estado atual , perambulam entre nós como se ainda a este mundo pertencessem, ocupando-se de suas atividades cotidianas que exerciam antes de sua morte. Buscam ainda o contato com os entes que fizeram parte de seu grupo mais íntimo e estranham por sua vez o pouco caso que fazem de sua presença. Entristecem-se, ficam raivosos, vão a procura de seus desafetos em busca de ressarcimento ou vingança e nestas situações provocam o chamados casos de obsessão, tão bem estudados e explicados pela Doutrina dos Espíritos.
Mas em sua maioria pecam mais pela ignorância que por maldade, ignorância da realidade pós-morte. O fato de não nos prepararmos para o momento da separação é uma das grandes causas deste conflito.

Joel Lorenzoni

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Porque Estudar o Espiritismo?



Todo aquele que deseja se aprofundar em uma ciência, filosofia ou religião necessário se faz primeiramente adquirir os conhecimentos elementares através do estudo sistemático e contínuo desta doutrina. Com o Espiritismo não poderia ser de outra forma, por isso estimula a todos os seus adeptos e simpatizantes à prática do estudo sistematizado.
Nossa convicção cresce na proporção em que adentramos na sua essência e nos seus postulados mais aprofundados.
O estudo espírita é fundamental para todos que por ele venham a se interessem, diria mais, é a única maneira de alcançar sua completa compreensão. Uma leitura superficial mais afastaria possíveis adeptos do que os traria para a doutrina.
Ele nos leva de encontro à solução das dúvidas existenciais que em todos os tempos intrigaram a humanidade: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Porque sofremos? Porque das desigualdades?
Numa leitura rápida e superficial pouca ou nenhuma informação encontraria o indivíduo, é desta forma que muitos se interessam pela doutrina, transitam de forma pouco profunda pelos seus princípios e logo a abandonam por não encontrarem as respostas às perguntas que os intrigam. Muitos, se tivessem se esforçado um mínimo a mais, as teriam encontrado.
Sigamos as sabias palavras do Espírito de Verdade citado no Evangelho Segundo o Espíritismo:
Espíritas; amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo.

Joel Lorenzoni

ESTAMOS PRATICANDO ESPIRITISMO?

ESTAMOS PRATICANDO ESPIRITISMO?

Ou somente aprendendo a doutrina como uma ciência como outras tantas?
Esse é um questionamento que devemos nos fazer todos os dias.
Por ser uma ciência empolgante, nos tornamos mais facilmente alunos desta doutrina do que propriamente trabalhadores que coloquem em prática seus postulados. Somos leitores leitores vorazes de tudo que se relaciona ao espiritismo mas acabamos por não colocar em ação o que aprendemos.
Será pela razão de que é mais fácil falar do que fazer?Muito mais cômodo ficar no conforto dos centros espíritas ou em grupos de estudos discutindo por que é assim e não assado , porque deve ser desta maneira e não da outra , do que sair à rua e por em prática aquilo que esta escrito na literatura espírita séria?
Não ao comodismo , trabalhemos pela causa espírita , tornemo-nos obreiros incansáveis na tarefa  daquilo que acreditamos. Esta é a nossa função , mais do que isto , esta é a nossa obrigação. Fizemos a escolha pela doutrina que é puramente prática e de ação. Que todos possamos falar menos e trabalhar mais...

Joel Lorenzoni

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Questão de Bom Senso

Nascemos e vivemos em um mesmo planeta que de um modo geral é semelhante em todos os seus recantos. Descontando as diferenças climáticas vivemos todos em um ambiente único, respiramos , nos alimentamos , temos a necessidade da convivência em sociedade, somos guiados pelas mesmas aspirações, em suma, vivemos em uma faixa de experiências e pretensões semelhantes. Fora as diferenças sociais, financeiras, culturais, percebemos uma variedade infindável de personalidades diferentes por todos os lados.
O que produz tamanha diferença observada de individuo para individuo? Mesmo para aqueles que partem de um mesmo ponto, de uma mesma condição social, cultural e financeira, qual o elemento que os diferenciam fazendo com que cheguem ao final de suas vidas em situações tão distintas?
Se todos fossemos o resultado de nossas experiências da vida atual, ou mesmo de nossa herança genética seriamos muito parecidos. Mas não somos. Somos tão diferentes uns dos outros, mesmo vivendo dentro de uma mesma família, com os mesmos hábitos. Existe algo mais.
Esta diferença esta calcada na preexistência do espírito que anima todos os seres humanos.
Somos o resultado de nossas experiências, com certeza , das experiências vividas em todas as encarnações anteriores a essa que vivemos, tanto neste planeta como em todos os planetas pelos quais nosso espírito necessitou transitar.
A reencarnação é um dos princípios básicos da vida que a lógica e o bom senso o afiançam como uma verdade irrefutável.
Em não crendo nela o indivíduo se coloca na difícil posição em que não explica e não oferece uma solução mais aceitável para conciliar a justiça divina, que é perfeita, com os dramas e disparidades vividos pelo ser humano.
Observamos que o dogma da unicidade das existências, contrário a reencarnação não oferece argumentos sensatos para se opor a ela, nem algo melhor, para substituí-la. Mostra-nos um Deus de uma crueldade jamais imaginada em que simplifica o processo de salvação do espírito a uma mera questão de sorte ou azar.
Os milênios se passaram, o homem evoluiu, adquiriu conhecimentos através de suas vivências, aquilo que serviu como verdade no passado não se sustentou frente à ciência do presente, teve seu valor na infância da humanidade, época em que o raciocínio humano dava seus primeiros passos. Hoje vivemos em novos tempos , devemos olhar para frente. Ficarmos presos a conceitos superados em nada resultará senão em perda de tempo e oportunidades.

Deus nos mostra todo seu amor através das oportunidades que nos oferece. E quantas oportunidades ele nos dá? Todas as que forem necessárias para alcançarmos a perfeição. É simples questão de bom senso.

Joel Lorenzoni