Nascemos e vivemos em um mesmo planeta que de um modo
geral é semelhante em todos os seus recantos. Descontando as diferenças
climáticas vivemos todos em um ambiente único, respiramos , nos alimentamos ,
temos a necessidade da convivência em sociedade, somos guiados pelas mesmas
aspirações, em suma, vivemos em uma faixa de experiências e pretensões semelhantes.
Fora as diferenças sociais, financeiras, culturais, percebemos uma variedade
infindável de personalidades diferentes por todos os lados.
O que produz tamanha diferença observada de individuo
para individuo? Mesmo para aqueles que partem de um mesmo ponto, de uma mesma
condição social, cultural e financeira, qual o elemento que os diferenciam
fazendo com que cheguem ao final de suas vidas em situações tão distintas?
Se todos fossemos o resultado de nossas experiências da
vida atual, ou mesmo de nossa herança genética seriamos muito parecidos. Mas
não somos. Somos tão diferentes uns dos outros, mesmo vivendo dentro de uma
mesma família, com os mesmos hábitos. Existe algo mais.
Esta diferença esta calcada na preexistência do
espírito que anima todos os seres humanos.
Somos o resultado de nossas experiências, com certeza
, das experiências vividas em todas as encarnações anteriores a essa que
vivemos, tanto neste planeta como em todos os planetas pelos quais nosso
espírito necessitou transitar.
A reencarnação é um dos princípios básicos da vida que
a lógica e o bom senso o afiançam como uma verdade irrefutável.
Em não crendo nela o indivíduo se coloca na difícil posição
em que não explica e não oferece uma solução mais aceitável para conciliar a
justiça divina, que é perfeita, com os dramas e disparidades vividos pelo ser
humano.
Observamos que o dogma da unicidade das existências, contrário
a reencarnação não oferece argumentos sensatos para se opor a ela, nem algo melhor,
para substituí-la. Mostra-nos um Deus de uma crueldade jamais imaginada em que
simplifica o processo de salvação do espírito a uma mera questão de sorte ou
azar.
Os milênios se passaram, o homem evoluiu, adquiriu
conhecimentos através de suas vivências, aquilo que serviu como verdade no
passado não se sustentou frente à ciência do presente, teve seu valor na
infância da humanidade, época em que o raciocínio humano dava seus primeiros
passos. Hoje vivemos em novos tempos , devemos olhar para frente. Ficarmos
presos a conceitos superados em nada resultará senão em perda de tempo e
oportunidades.
Deus nos mostra todo seu amor através das
oportunidades que nos oferece. E quantas oportunidades ele nos dá? Todas as que
forem necessárias para alcançarmos a perfeição. É simples questão de bom senso.
Joel Lorenzoni
Acho que não depende apenas de bom senso, mas também de conhecimentos prévios. É uma questão de evolução espiritual.
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