A maior caridade que podemos fazer a Doutrina espírita é a sua divulgação

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Liberdade de Expressão e tolerância

Ainda estamos estarrecidos com o que aconteceu no dia 07 de janeiro quando dois homens armados abriram fogo contra a sede da revista francesa "Charlie Hebdo", em Paris, matando 12 pessoas.
Não existe situação alguma que justifique um massac
re deste quilate, em qualquer época e em qualquer local que seja. Mas sempre podemos analisar os motivos que levaram a tal fato acontecer.
Quando ocorrem situações como estas, acabamos por nos perguntar o porquê delas terem acontecido.
Da mesma forma temos que ser imparciais na elaboração das nossas opiniões sobre os fatos.
Estamos na era da liberdade de expressão.
De tal pensamento vem a pergunta: Vale tudo então em nome desta liberdade?
Não, na própria França (país em que aconteceu a tragédia) há, por exemplo, regras claras contra a veiculação de conteúdo discriminatório na mídia que proíbe o incitamento ao ódio por razões de sexo, origem racial ou étnica, religião ou convicção, deficiência, idade ou orientação sexual.
Somos seres humanos, recheados de imperfeições e defeitos, talvez o que ainda mais temos a melhorar seja a nossa pequena capacidade de tolerar críticas e aceitar as diferenças que todos possuímos. O respeito em relação a maneira com que cada um pensa , suas crenças e convicções deve ser obrigação de cada um.
Liberdade de expressão não pode ser confundida com libertinagem de expressão, usemos a liberdade, mas não abusemos dela.
Respeito acima de tudo

O carnaval está chegando. E agora?



O espiritismo é contra ou é a favor das festividades de Momo?
Falarmos do carnaval, e a visão espírita sobre o tema, é sempre uma assunto delicado e que pode provocar mal entendidos.
Nestes momentos festivos podemos ficar divididos com relação a qual posicionamento assumir.
O pensamento que nos cabe ter, é que como espíritas , devemos nos posicionar em qualquer situação  dentro dos princípios espíritas , afinal não é a situação que encaramos que determinará a nossa  crença e nossa visão de certo e errado. Podemos citar como exemplo que se estou num processo de reeducação alimentar, o fato de estar frente a uma mesa farta de gulodices não deverá alterar meu critério de alimentação.
Da mesma forma acontece no carnaval, os preceitos espíritas cristãos deverão prevalecer na nossas tomadas de decisões.
Conforme nos disse Bezerra de Menezes, Carnaval é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento.
O que ele disse infelizmente ainda é uma grande verdade.
Na antiguidade carnaval era a comemoração dos povos guerreiros, festejando suas vitorias. Homenagem ao deus Dionísio na Grécia antiga quando então se chamava bacanália. Na Roma  pagã chamava-se saturnália e era comemorado com sacrifícios humanos.
Mas foi na idade média que a festividade adquiriu as características semelhantes aos dias atuais, onde uma vez ao ano era lícito e permitido todo e qualquer tipo de abuso em homenagem aos deuses do vinho, das orgias e de toda a sorte de desvarios e excessos , antecipando a quaresma , período de privações e jejuns.
A palavra "Carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
Mas voltando ao tema da relação espiritismo/carnaval devemos ter sempre em mente as palavras de Paulo de Tarso , o apostólo dos gentios, quando  dizia que tudo nos era lícito, porém nem tudo era edificante (1 Coríntios 10:23-24). Em tudo sendo permitido, por sua vez , tudo que fizermos, de certo ou de errado perante as leis de Deus  teremos posteriormente que prestar contas.
Em resumo o mal ou o bem não estão no evento carnaval em si  , mas sim em nosso comportamento perante ele.
É normal que queiramos participar dos eventos sociais de nossa vida de relação , afinal vivemos num grupo social  onde participamos das atividades deste grupo , o que não podemos é deixarmos nos contagiar pelas atitudes nada edificantes que possam acontecer nestes eventos.
Sigamos o conselho de Carlos Bacelli quando diz que o bom seria se  pudéssemos entrar no carnaval espíritas e sairmos espíritas do mesmo.