A maior caridade que podemos fazer a Doutrina espírita é a sua divulgação
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
No dia 07 de dezembro de 1953 em Lisboa, Portugal, a polícia invadiu a sede da Federação Espírita Portuguesa, confiscando todos os bens e propriedades, entregando-os à Santa Casa de Misericórdia que, por sua vez, os entregou à Casa Pio de Lisboa, destruindo a fabulosa biblioteca, com um acervo de mais de 12.000 volumes.
Que todos possam observar os duros caminhos trilhados pelos precursores do Espiritismo até chegarmos aos dias atuais onde cada um possa praticar sua fé dentro dos princípios fundamentais da liberdade de crença.
Quantas foram os abusos exercidos em todos os tempos em nome da religião. Quantos deram a vida lutando pelo direito da liberdade de crença, em busca do direito de acreditar naquilo que mais tocasse seu coração, e de propagar esta crença a quem lhe quisesse ouvir.
O autoritarismo sempre foi um péssimo guia para qualquer sociedade, e durante muitos séculos foi a forma de conduta adotada pelos titulares do poder. O trabalho incessante dos militantes espíritas em todos os tempos soube com paciência e perseverança , dentro dos princípios do amor e da benevolência, conquistar o espaço que hoje usufruímos dentro das diversas casas espíritas.
No Auto de Fé de Barcelona, ocorrido em 9 de outubro de 1961 , onde foram queimados 300 livros espíritas , por ordem do Bispo de Barcelona , por serem considerados heréticos , suscitou a que Allan Kardec pronunciasse a célebre frase: “Podem queimar livros, mas não se queimam idéias; as chamas das fogueiras as super excitam, em vez de extingui-las.
Hoje temos o privilégio de declararmos nossa crença sem descriminação e preconceitos e devemos certamente agradecer aos pioneiros que trilharam os caminhos árduos do reconhecimento. A verdade se sobrepôs ao prejulgamento.
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Eu penso que ainda existe preconceito em relação a algumas religiões, principalmente as espiritualistas. Mas já evoluímos um pouco, pois podemos professar nossa fé com maior liberdade. Ou pelos menos, os livros não estão sendo queimados.
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