Nunca em toda
história da civilização o homem alcançou tamanho nível de conhecimento
tecnológico e cientifico. Nos últimos cem anos inventamos mais coisas do que no
resto de toda existência humana. O
conforto que trouxemos para nossos lares fez com que olhássemos para nossos avós
e bisavós como verdadeiros seres pré históricos , tamanha a rusticidade de seu
modo de vida se comparado aos dias de hoje. Realmente fizemos uma revolução.
Olhando para
todo este avanço percebemos que parece haver uma desconexão entre o progresso
intelectual e científico em relação ao nosso crescimento ética-moral.
Enquanto
desfilamos em carrões de último tipo que só faltam falar (e alguns já falam),
nem percebemos o número incontável de pessoas que ainda mendigam o necessário
para a sua subsistência. Enquanto compramos equipamentos de alta tecnologia
para nossas cozinhas ignoramos aqueles que não têm o que comer.
Será que
existe um descompasso entre conhecimento e educação?
Precisamos
rever nossos conceitos de prioridades e começarmos a separar o necessário do
supérfluo, o importante de dispensável.
O grande Chico
Xavier já nos disse que tudo aquilo que sobra em nossas casas não nos pertence.
A palavra
supérfluo tem um significado muito variado de pessoa para pessoa. Aquilo que
para uns não faz falta nenhuma para outros pode ser o indispensável. Como
encontrar o meio termo para a questão? Qual o limite entre um e outro?
Acreditamos
que o mundo sofreu grandes avanços em moralidade e consciência, e se ainda nos
deparamos com tragédias provocadas pela mente humana é graças aos meios de
comunicações mais eficientes e rápidos que sempre preferem virar seus holofotes
para o que acontece de negativo ao nosso redor. Muitas coisas boas são feitas
em meio ao barulho ensurdecedor dos dramas diários de nossas vidas.
Em que mundo
vivemos ? Num mundo que se melhora a cada dia na proporção em que seus
habitantes se melhoram. E com certeza estamos melhorando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário