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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

EM QUE MUNDO VIVEMOS?



Nunca em toda história da civilização o homem alcançou tamanho nível de conhecimento tecnológico e cientifico. Nos últimos cem anos inventamos mais coisas do que no resto de toda existência humana.  O conforto que trouxemos para nossos lares fez com que olhássemos para nossos avós e bisavós como verdadeiros seres pré históricos , tamanha a rusticidade de seu modo de vida se comparado aos dias de hoje. Realmente fizemos uma revolução.
Olhando para todo este avanço percebemos que parece haver uma desconexão entre o progresso intelectual e científico em relação ao nosso crescimento ética-moral.
Enquanto desfilamos em carrões de último tipo que só faltam falar (e alguns já falam), nem percebemos o número incontável de pessoas que ainda mendigam o necessário para a sua subsistência. Enquanto compramos equipamentos de alta tecnologia para nossas cozinhas ignoramos aqueles que não têm o que comer.
Será que existe um descompasso entre conhecimento e educação?
Precisamos rever nossos conceitos de prioridades e começarmos a separar o necessário do supérfluo, o importante de dispensável.
O grande Chico Xavier já nos disse que tudo aquilo que sobra em nossas casas não nos pertence.
A palavra supérfluo tem um significado muito variado de pessoa para pessoa. Aquilo que para uns não faz falta nenhuma para outros pode ser o indispensável. Como encontrar o meio termo para a questão? Qual o limite entre um e outro?
Acreditamos que o mundo sofreu grandes avanços em moralidade e consciência, e se ainda nos deparamos com tragédias provocadas pela mente humana é graças aos meios de comunicações mais eficientes e rápidos que sempre preferem virar seus holofotes para o que acontece de negativo ao nosso redor. Muitas coisas boas são feitas em meio ao barulho ensurdecedor dos dramas diários de nossas vidas.

Em que mundo vivemos ? Num mundo que se melhora a cada dia na proporção em que seus habitantes se melhoram. E com certeza estamos melhorando.

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